Barcelona vence o Betis por 5-3 e mantém liderança da La Liga sem Lewandowski

Juliana Pires 11

Na noite de sábado, 6 de dezembro de 2025, o FC Barcelona surpreendeu com um espetáculo ofensivo, vencendo o Real Betis por 5-3 em um jogo que deixou os torcedores de pé — e os críticos de boca aberta. A vitória, conquistada em casa no Camp Nou, garantiu aos catalães a liderança isolada da La Liga EA Sports 2025/26, com 24 pontos em 15 jogos, mesmo sem seu principal artilheiro. O que torna o resultado ainda mais impressionante? Robert Lewandowski, o polonês de 37 anos que liderou a equipe ao título da temporada passada, segue fora por lesão — e ninguém parece nem ligar.

Um time sem estrela, mas com alma

Quem esperava que a ausência de Lewandowski derrubasse o Barcelona se enganou. O time de Hansi Flick não apenas sobreviveu, como brilhou. O técnico alemão, que levou os blaugranas ao título em maio de 2025 com dois jogos de antecedência, montou uma máquina ofensiva que não precisa de um centroavante clássico para funcionar. Aos 17 anos, Lamine Yamal — já um nome conhecido na Catalunha — foi o protagonista da noite, com dois gols e uma assistência. Seu ritmo, sua velocidade e sua coragem em espaços apertados lembram os dias em que Messi andava pelo mesmo gramado. E não é exagero dizer que, aos poucos, ele está se tornando o novo símbolo da equipe.

Ao contrário do que muitos imaginavam, Flick não recuou. Trocou a estrutura tradicional de 4-3-3 por um 4-2-3-1 mais dinâmico, com Yamal como ponta direita e Raphinha cortando para o centro. O meio-campo, com Gavi e Pedri como eixos, pressionou o Betis desde o primeiro minuto. O resultado? 19,67 chutes por jogo — o maior da liga, segundo estatísticas da FootballCritic. E, mesmo sem Lewandowski, a média de gols por jogo subiu para 2,8. A fórmula é simples: mais movimento, menos dependência de um único jogador.

A batalha pela liderança: Barcelona, Real Madrid e o fantasma da igualdade

Mas atenção: a liderança é tênue. O Real Madrid tem os mesmos 24 pontos, mas jogou apenas 14 partidas. Se vencer seu jogo contra o Atlético de Madrid na próxima rodada, assume a primeira colocação por saldo de gols. E não é só isso. O Villarreal CF e o Atlético de Madrid também estão a um ponto de distância. A La Liga está mais aberta do que em qualquer temporada desde 2020-21 — quando o Atlético foi campeão pela última vez.

Isso tudo acontece num contexto histórico: desde 2021, o título da Liga espanhola oscila entre Barcelona e Real Madrid. Nenhum outro clube conquistou o título nos últimos cinco anos. Mas este ano, o cenário mudou. O Betis, em quinto lugar, ainda tem chances de entrar na Champions. O Sevilla, o Valencia e até o Athletic Bilbao estão vivos na briga por vagas europeias. A pressão é enorme — e Flick sabe disso.

A polêmica que não aconteceu: o jogo em Miami

Enquanto o campo de jogo aquecia, fora dele, um episódio ainda ecoava: a tentativa da La Liga de realizar o primeiro jogo oficial fora da Espanha. No início da temporada, anunciou-se que o confronto entre Villarreal e Barcelona, marcado para 20 de dezembro, seria transferido para o Hard Rock Stadium, em Miami. A ideia? Expandir o mercado da liga nos EUA. Mas a reação foi imediata: torcedores protestaram, clubes se revoltaram, e até jogadores da seleção espanhola criticaram a medida. Em 21 de outubro, a decisão foi revertida. A Liga entendeu: o futebol não é só negócio. É tradição. É o Camp Nou, o Bernabéu, o Benito Villamarín. É o grito de uma cidade inteira.

O que vem a seguir: 22 jogos, um único objetivo

Com 22 rodadas ainda pela frente, até 24 de maio de 2026, o Barcelona precisa manter a consistência. A lesão de Lewandowski — descrita por Goal.com como “um problema de longa duração, mas não grave” — ainda não tem data de retorno. Mas o time não está desesperado. Pelo contrário: jovens como Yamal, Nico González e Marc Casadó estão ganhando espaço. A defesa, com Jules Koundé e Ronald Araújo, é sólida. O goleiro Marc-André ter Stegen, aos 33 anos, continua sendo um pilar.

Na próxima semana, o Barcelona enfrenta o Girona — um time que vem crescendo e que já derrotou o Real Madrid em casa. Se vencer, a vantagem sobre os merengues se amplia. Se empatar ou perder? A pressão aumenta. E o clima no vestiário, como sempre, será decisivo.

Um clube que sabe viver sem estrelas

Barcelona já passou por isso antes. Em 2014, após a saída de Messi, ninguém acreditava que a equipe sobreviveria. Em 2021, com a crise financeira, venderam seus melhores jogadores e ainda assim chegaram à final da Copa do Rei. O que define o clube não é o nome de um jogador, mas a identidade. O estilo. A pressão alta. A bola no chão. A paixão.

Hoje, sem Lewandowski, o Barcelona não perdeu sua alma. Pelo contrário: ela se tornou mais visível. E isso assusta os rivais.

Frequently Asked Questions

Como o Barcelona está conseguindo marcar gols sem Lewandowski?

A resposta está na mudança tática de Hansi Flick. Em vez de depender de um centroavante, o time usa uma combinação de movimentação constante, passes rápidos e jogadores jovens como Lamine Yamal e Raphinha. A média de chutes por jogo subiu para 19,67 — a mais alta da liga — e os gols estão sendo distribuídos entre cinco jogadores diferentes nas últimas cinco rodadas.

Qual é a real situação da lesão de Robert Lewandowski?

Ainda não há confirmação oficial sobre o tipo exato da lesão, mas fontes da equipe afirmam que é uma problema muscular leve, com previsão de retorno entre quatro e seis semanas. O clube optou por não expor o jogador a riscos, já que a temporada está em fase decisiva. Ele não jogou desde o dia 18 de novembro, contra o Cádiz.

Por que o jogo em Miami foi cancelado?

A decisão de levar um jogo da La Liga para Miami gerou protestos massivos de torcedores, clubes e até jogadores da seleção espanhola. A crítica principal foi que o futebol espanhol perderia sua identidade ao se tornar um espetáculo comercial. Após uma semana de pressão, a Liga revogou o plano em 21 de outubro, afirmando que “a paixão do futebol nasce nos estádios da Espanha”.

Quem é o principal rival do Barcelona nesta temporada?

O Real Madrid é o principal rival, com os mesmos 24 pontos, mas com um jogo a menos. No entanto, o Atlético de Madrid e o Villarreal também estão na briga por Champions, e o Girona, apesar de estar em 7º, tem potencial para causar surpresas. A diferença entre o 1º e o 5º lugar é de apenas um ponto — a competição mais acirrada dos últimos dez anos.

O Barcelona pode conquistar seu 29º título nesta temporada?

Sim, e é provável. Com 24 pontos em 15 jogos e um aproveitamento de 80%, o time tem a melhor média da liga. Mesmo sem Lewandowski, a equipe está mais equilibrada e mais jovem. Se mantiverem o ritmo nas próximas 22 rodadas — especialmente contra os rivais diretos —, o título de número 29 está ao alcance. A história do clube não se escreve apenas com estrelas, mas com coragem.

  • Janaina Jana

    Janaina Jana

    dez 8 2025

    Yamal tá mais que pronto. Esse garoto não precisa de Lewandowski pra ser lenda.

  • Lucas Lima

    Lucas Lima

    dez 9 2025

    A transição tática implementada por Hansi Flick representa uma verdadeira metamorfose estrutural no paradigma ofensivo do Barça, deslocando o eixo de produção de gols de um centroavante tradicional para um sistema de pressão coletiva e mobilidade espacial dinâmica, o que, segundo a análise estatística da FootballCritic, eleva a densidade de finalizações por jogo a níveis inéditos na era moderna da La Liga, demonstrando que a identidade do clube transcende a figura do jogador individual e se fundamenta em um ethos coletivo de alta performance.

  • Dailane Carvalho

    Dailane Carvalho

    dez 11 2025

    Isso tudo é fachada. Sem Lewandowski, o Barcelona tá só de boa porque ninguém tem coragem de falar a verdade. Esse time tá na frente por sorte, não por mérito. E esse Yamal? É só mais um garoto que a mídia empurra pra ser o novo Messi. Não vai dar.

  • Cláudia Pessoa

    Cláudia Pessoa

    dez 12 2025

    O Gavi e o Pedri estão jogando como se tivessem nascido pra isso e o Raphinha tá mais ativo que nunca e o ter Stegen tá com os reflexos de um gato e o Koundé tá inabalável e o Araújo tá com fome de bola e o Flick tá fazendo tudo certo mesmo sem o polonês e eu acho que isso é mais importante que qualquer título

  • Adelson Freire Silva

    Adelson Freire Silva

    dez 14 2025

    Lewandowski tá de folga enquanto o Barça tá fazendo o que o Messi fazia em 2011... só que com 17 anos e sem pagar imposto de renda na Polônia. O futebol tá virando um filme de ficção científica com direito a garoto que vira Messi e técnico alemão que vira Deus. E o Villarreal? Tá só de passagem por Miami, mas o estádio tá vazio mesmo. O futebol não é Netflix, é sangue, suor e Camp Nou. E se o Real vencer na próxima, o que? Vão dizer que o Barça tá perdendo por causa de um cara que nem jogou?

  • Lidiane Silva

    Lidiane Silva

    dez 15 2025

    Eu tô emocionada, sério... esse time tá mostrando que o coração do Barça não está no nome de ninguém no uniforme, tá no jeito que eles correm, que se ajudam, que não desistem. Lamine Yamal? Ele tá com o olhar de quem já viu o futuro e decidiu não esperar. E o Flick? Ele tá construindo algo que vai durar décadas. Isso aqui não é só vitória, é legado. E eu tô aqui, torcendo, chorando, acreditando. O Barça tá vivo, e isso é tudo o que importa.

  • Joseph Mulhern

    Joseph Mulhern

    dez 15 2025

    Acho que ninguém tá percebendo que a verdadeira mudança tá no mindset do clube. A geração anterior vivia da glória passada, agora eles vivem da pressão constante. O futebol moderno não é mais sobre estrelas, é sobre sistemas. E o Barça tá em um sistema que não depende de um único jogador. Isso é evolução. E o fato de o Real Madrid ter jogado menos é só um detalhe estatístico. A pressão tá no outro lado. Quem tem mais jogos pela frente é quem tá mais vulnerável.

  • Michelly Farias

    Michelly Farias

    dez 17 2025

    Isso tudo é um plano da FIFA pra controlar o futebol europeu. Miami foi só o começo. Eles querem tirar o Camp Nou da história. E esse Yamal? É um clone criado em laboratório. Eles já tem os dados do Messi desde 2015. Tudo isso é manipulação. E o Lewandowski? Ele tá em um lugar secreto na Suíça, sendo treinado pra voltar e virar o herói da última rodada. Não acredite no que a mídia te conta.

  • Henrique Sampaio

    Henrique Sampaio

    dez 17 2025

    Acho que o mais bonito disso tudo é que ninguém tá falando que o time tá ruim por causa da lesão. Pelo contrário, tá falando que tá melhor. Isso é sinal de maturidade. O Barça não tá tentando substituir um ícone, tá criando outro. E isso é raro. Muitos clubes caem quando perdem uma estrela. Esse tá crescendo. E o Girona na próxima? Vai ser um teste de verdade. Mas se o time mantiver esse ritmo, aí sim a gente pode dizer que a identidade tá viva.

  • Renato Lourenço

    Renato Lourenço

    dez 17 2025

    Ainda que a vitória tenha sido tecnicamente satisfatória, é imperativo ressaltar que a ausência de um centroavante de referência de alto nível - como o senhor Lewandowski - constitui, em termos táticos e psicológicos, um vácuo estrutural que, em longo prazo, não poderá ser plenamente suprido por meras variações de esquema ou por jovens ainda em fase de amadurecimento. A lógica do futebol moderno não pode ser reduzida a estatísticas de chutes por jogo; a experiência, a liderança e a capacidade de finalização em situações de alta pressão são atributos que não se replicam por meio de movimentação coletiva.

  • Bruno Leandro de Macedo

    Bruno Leandro de Macedo

    dez 19 2025

    Yamal = Messi 2.0 🤖🔥 Lewandowski tá em férias forçadas enquanto o Barça tá fazendo o que o Real Madrid sonha em fazer: jogar futebol sem precisar de um cara que paga o aluguel do estádio. E o Flick? Ele tá usando o Camp Nou como um laboratório de futurismo. O jogo em Miami foi cancelado? Claro, porque ninguém quer pagar pra ver futebol... quando pode ver no TikTok. Mas esse time? Esse time tá fazendo história com o que sobrou. E eu tô aqui, comendo pipoca, esperando o próximo gol do garoto que vai substituir o cara que ninguém mais consegue substituir. 🍿⚽️