Corinthians empata com Internacional em pênalti polêmico no Beira-Rio

Juliana Pires 20

Quando Ramón Díaz, técnico do Internacional assumiu o comando do clube gaúcho há cinco meses, poucos imaginavam que o primeiro duelo contra o antigo empregador seria tão carregado de drama. No dia 1º de outubro de 2025, às 19h30 (horário de Brasília), o 26ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A 2025 trouxe um Estádio Beira‑Rio, Porto Alegre lotado de torcedores ansiosos por ver o reencontro entre rivalidades e táticas.

Como começou o jogo

O Corinthians, comandado por Dorival Júnior, entrou em campo com quatro mudanças: João Pedro Tchoca, Maycon, Matheus Bidu e José Martínez foram para o banco, enquanto Cacá, Fabrizio Angileri, Hugo e Ryan ganharam a delegação inicial. O primeiro lance quase virou um pesadelo para o Colorado: aos nove minutos, Gui Negão recebeu na área um cruzamento de Mateuzinho, pulou de "peixinho" e cabeceou firme ao fundo das redes, aproveitando a inversão de Fabrizio Angileri da esquerda para a direita.

O pênalti que mudou tudo

O Inter respondeu com maior posse, mas sem conseguir balançar as traves. Nos acréscimos do segundo tempo, Bruno Henrique recebeu um passe filtrado por Cacá, mas tropeçou felpudo dentro da área. O árbitro de vídeo revisou a jogada, apontou falta clara e marcou pênalti. Lucas Carbonero, que havia entrado no placar, cobrou com frieza e viu a bola bater no canto inferior esquerdo do goleiro, empatando em 1 a 1. A decisão gerou protestos da torcida colorada, que achou a revisão exagerada.

Reações dentro e fora do gramado

Logo após o apito final, a torcida do Internacional não se conteve: vaias, xingamentos ao presidente Alessandro Barcellos e gritos de "time sem vergonha" ecoaram no Beira‑Rio. Já o técnico Emiliano Díaz, filho de Ramón, comentou em entrevista pós‑jogo que o pênalti foi "uma decisão correta, embora dolorosa para a torcida". Por outro lado, Dorival elogiou a disciplina defensiva de sua equipe: "Mantivemos a estrutura, mas não conseguimos traduzir o domínio de bola em gols."

Impacto na tabela e nos números

O empate colocou o Corinthians com 30 pontos, ocupando a 13ª posição, mas ainda à sombra de uma sequência de três jogos sem vitória. O Internacional chegou a 29 pontos, ficando na 15ª colocação, a dois pontos da zona de rebaixamento. Estatísticas da partida mostram que o Timão finalizou 8 vezes, convertendo 12,5% das oportunidades, enquanto o Colorado chegou a 14 chutes, porém com taxa de acerto de apenas 7,1%.

Próximos desafios

Próximos desafios

Na semana seguinte, o calendário segue intenso: no sábado, 5 de outubro, o Inter recebe o Botafogo às 19h30, enquanto o Corinthians encara o Mirassol às 21h na Neo Química Arena. Analistas da GloboEsporte apontam que o desempenho defensivo do Corinthians pode ser a chave para quebrar a série ruim, enquanto o Internacional terá que melhorar a finalização para sair da zona de perigo.

Contexto histórico e comparações

Esse não foi o primeiro embate entre os dois técnicos argentinos. Em 2023, quando Ramón ainda dirigia o Corinthians, sua equipe venceu por 2 a 0 no mesmo Beira‑Rio. O reencontro agora traz a narrativa de dois irmãos trabalhando lado a lado, algo raro no futebol brasileiro. Além disso, o uso do VAR tem se intensificado: desde o início da temporada, foram analisadas 27 decisões de pênalti, com 14 reversões que geraram controvérsia.

Frequently Asked Questions

Como o empate afetou a classificação do Corinthians?

O Corinthians ficou com 30 pontos, permanecendo na 13ª posição. Mesmo com o ponto conquistado, o time ainda tem três jogos sem vitória, o que mantém a pressão para melhorar nos próximos confrontos.

Qual foi a reação da torcida do Internacional ao pênalti?

A torcida vaiou a decisão, xingou o presidente Alessandro Barcellos e cantou "time sem vergonha". O clima no Beira‑Rio ficou bastante tenso nos minutos finais.

Quem marcou os gols da partida?

O primeiro gol foi de Gui Negão para o Corinthians, aos 9 minutos do primeiro tempo. O empate veio de Lucas Carbonero, cobrindo pênalti nos acréscimos do segundo tempo.

Qual é a próxima partida do Internacional?

O Internacional enfrentará o Botafogo no próximo sábado, 5 de outubro, às 19h30, ainda no Estádio Beira‑Rio, tentando escapar da zona de rebaixamento.

O que dizem os especialistas sobre o uso do VAR neste jogo?

Especialistas apontam que a revisão do pênalti foi correta, mas ressaltam que a frequência de decisões controversas tem aumentado, o que pode influenciar ainda mais o ritmo dos jogos nesta temporada.

  • Anne Princess

    Anne Princess

    out 5 2025

    Que jogu ridiculó!! O VAR virou uma piada sem fim, apitaram pênalti na molecinha do Inter e ainda tem gente que defende isso!!! Não tem jeito, só falta falta pra eles!!

  • Maria Eduarda Broering Andrade

    Maria Eduarda Broering Andrade

    out 10 2025

    Ao observar o desenrolar da partida, percebe‑se que o árbitro, possivelmente sob influência de interesses ocultos, decide‑se por um pênalti que favorece a narrativa de suspense que a liga deseja criar. Essa manipulação não é coincidência; há quem acredite que os bastidores do futebol operam como um xadrez de poder, onde cada decisão judicial serve a propósitos maiores.

  • Adriano Soares

    Adriano Soares

    out 15 2025

    Foi um jogo apertado, mas a equipe mostrou que ainda tem garra para lutar pela posição.

  • Rael Rojas

    Rael Rojas

    out 19 2025

    De fato, a partida no Beira‑Rio trouxe à tona a dualidade entre a ética esportiva e a necessidade de resultados imediatos. Enquanto alguns torcedores celebram o pênalti como justiça divina, outros enxergam nele um sintoma da crescente dependência tecnológica que, paradoxalmente, desumaniza o espetáculo. O fato de o VAR ter intervenído nos acréscimos evidencia a fragilidade das regras tradicionais frente ao avanço dos algoritmos. Contudo, é imprescindível reconhecer que o futebol ainda depende da paixão dos fãs, que dão vida ao gramado muito mais que qualquer software.

  • Barbara Sampaio

    Barbara Sampaio

    out 24 2025

    Para quem acompanha os números, vale notar que o Corinthians tem uma taxa de conversão de finalizações abaixo da média da Série A (12,5 %). Já o Inter, apesar de maior volume de chutes, apresenta uma eficiência de apenas 7,1 %, o que indica que melhorar a finalização será decisivo nas próximas rodadas. Além disso, a defesa corintiana tem mantido a média de gols sofridos em 1,2 por jogo, um ponto forte que pode ser explorado.

  • Eduarda Ruiz Gordon

    Eduarda Ruiz Gordon

    out 28 2025

    Vamos virar esse jogo, Timão! : )

  • Thaissa Ferreira

    Thaissa Ferreira

    nov 2 2025

    Quando o juiz decide, a moral do jogo se revela; porém, a verdade permanece invisível aos olhos da maioria.

  • Miguel Barreto

    Miguel Barreto

    nov 7 2025

    Entendo a frustração, mas vale lembrar que o VAR ainda está em fase de aperfeiçoamento e erros acontecem. O importante é manter a calma e apoiar o time.

  • Joseph Deed

    Joseph Deed

    nov 11 2025

    Concordo que há muita discussão, mas no fim das contas o que importa é o chuto da bola.

  • Pedro Washington Almeida Junior

    Pedro Washington Almeida Junior

    nov 16 2025

    Na verdade, o uso do VAR não é problema; o problema é a expectativa exagerada dos torcedores que esperam perfeição humana de máquinas imperfeitas.

  • Marko Mello

    Marko Mello

    nov 21 2025

    Assistir a esse duelo no Beira‑Rio foi, sem dúvida, uma experiência que mistura adrenalina, decepção e reflexão profunda sobre o estado atual do futebol brasileiro. Primeiro, a performance ofensiva do Corinthians, embora limitada a oito finalizações, demonstrou uma eficiência que poderia ser considerada exemplar em circunstâncias diferentes, mas acabou sufocada pelo ritmo acelerado imposto pelo adversário. Em contrapartida, o Internacional, ao gerar catorze oportunidades, pareceu menos clínico, refletindo uma falta de acabamento que tem custado pontos valiosos nas últimas rodadas. O ponto de inflexão, porém, ocorreu nos acréscimos do segundo tempo, quando o árbitro de vídeo, após análise cuidadosa, determinou a falta que culminou no pênalti cobrado por Lucas Carbonero. Esta decisão, ao mesmo tempo que restaurou o equilíbrio no placar, acendeu uma centelha de controvérsia que ecoou pelas arquibancadas e nas redes sociais. A torcida colorada expressou sua insatisfação de forma veemente, enquanto os torcedores corintianos celebraram o gol com alívio visível. Do ponto de vista tático, Dorival Júnior manteve a estrutura defensiva, mas não conseguiu converter o domínio de posse em gols, indicando que talvez seja necessário rever o esquema ofensivo. Por outro lado, Ramón Díaz, mesmo sob críticas, defendeu a decisão como correta, sugerindo que a tecnologia, quando bem empregada, pode servir como guardiã da justiça esportiva. Não podemos ignorar o impacto psicológico desse episódio nos jogadores, que, ao testemunhar uma reversão de decisão em tempo real, podem sentir tanto alívio quanto frustração, dependendo de sua posição no campo. Além disso, os números mostram que o Corinthians, agora com 30 pontos, luta para sair da zona de incerteza, enquanto o Inter, à beira da zona de rebaixamento, necessita urgentemente melhorar sua eficiência de ataque. Em suma, o empate não foi apenas um ponto a mais na tabela, mas um microcosmo das tensões entre tradição, tecnologia e a paixão incontrolável dos fãs, que continuam a moldar o futuro deste esporte que tanto amamos. Observa‑se ainda que a preparação física dos atletas tem sido um fator determinante nas fases finais do jogo, quando o cansaço pode transformar decisões cruciais. A análise dos dados de posse de bola indica que ambos os times controlaram roughly 55% do tempo, mas a eficácia na criação de oportunidades ficou aquém das expectativas. Os treinadores, ao revisarem o desempenho, provavelmente ajustarão pequenos detalhes, como a marcação nas bolas paradas, que podem fazer a diferença nas próximas partidas. Por fim, a narrativa do jogo reforça a ideia de que o futebol, apesar de sua aparente simplicidade, permanece um campo fértil para debates filosóficos e estratégicos que vão além dos 90 minutos.

  • robson sampaio

    robson sampaio

    nov 25 2025

    Bom, enquanto o cara aí faz um monólogo de professor, a real é que o VAR só serve pra justificar o que o árbitro já queria. É um recurso de “cobertura”, tipo um escudo de fumaça pra cobrir a incompetência humana.

  • Portal WazzStaff

    Portal WazzStaff

    nov 30 2025

    Calma lá, galera. Não precisa transformar tudo num drama high‑tech. O importante é que o time jogue unido e aprenda com os erros, errr…

  • Matteus Slivo

    Matteus Slivo

    dez 4 2025

    Concordo que a união da equipe pode superar as limitações técnicas; entretanto, a filosofia do esporte sempre foi a busca pelo equilíbrio entre a arte humana e a precisão das ferramentas.

  • Anne Karollynne Castro Monteiro

    Anne Karollynne Castro Monteiro

    dez 9 2025

    Mas, sério, gente, só porque você fala de equilíbrio não muda o fato de que o árbitro vacilou feio e a torcida merece respeito! Isso não é conversa de filósofo, é indignação pura.

  • Caio Augusto

    Caio Augusto

    dez 14 2025

    Prezados, reconheço a indignação manifestada, porém, é fundamental canalizar essa energia para o reforço tático do elenco, visando melhorar a eficiência ofensiva nas próximas partidas.

  • Erico Strond

    Erico Strond

    dez 18 2025

    Equipe, confiança no peito! 💪🏽 Continuem focados, que a próxima estreia será de arrancar pontos! 🚀

  • Jéssica Soares

    Jéssica Soares

    dez 23 2025

    Essa partida foi um espetáculo de incompetência: jogadores sem visão, técnico sem plano e árbitro como palhaço de circo. Não dá pra aceitar esse nível de desastre no futebol profissional.

  • Nick Rotoli

    Nick Rotoli

    dez 28 2025

    Vamos lá Timão, acreditem no potencial! Cada ponto conta e a energia da torcida pode transformar o próximo jogo em vitória épica.

  • Raquel Sousa

    Raquel Sousa

    jan 1 2026

    Chega de choradeira, o time tem que agir agora.